quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PELAMORDEDEUS !!!!

Eu havia me proposto a não falar em nada neste blog que não se referisse a culinária e gastronomia mas... lendo a revista Pais e Filhos deste mês (eu compro ela mensalmente), e na qualidade de psicopedagoga, fiquei HORRORIZADA com o que o Dr. Leonardo Posternak denuncia, a creio que TODAS AS MULHERES QUE SÃO MÃES vão pensar o mesmo! Então, "deliciem-se" com o absurdo que é isso, e se acharem que devem, passem adiante para que mais gente tome consciência da gravidade da "situation". 

Dr. Leonardo Posternak


Pai de Luciana e Thiago, é pediatra há 37 anos, presidente do Instituto da Família (IFA) e membro da comissão de saúde mental da Sociedade de Pediatria de SP








"Apesar de você, amanhã há de ser outro dia..."



Birra virou doença. Será que todas as crianças estão doentes?


O título do artigo tomei emprestado de uma canção de Chico Buarque, de 1978, que de maneira sutil denunciava a ditadura militar – nela se vislumbra uma saudável oposição e revolta.


A lembrança, tanto da música quanto da conduta opositora, surgiu em mim quando, nas últimas semanas, foi publicada em jornais de São Paulo uma notícia estarrecedora: um grupo de notáveis psiquiatras, aqueles que classificam doenças e avalizam tratamentos, declara (não se sabe a partir do quê) que as famosas birras infantis serão incluídas na próxima Classificação Internacional de Doenças (CID), exatamente como isso, uma doença!


SENHORES (SUPOSTOS) DONOS DO SABER: DEIXEM AS CRIANÇAS E AS FAMÍLIAS EM PAZ. NÃO TENTEM MAIS UMA VEZ PATOLOGIZAR O QUE É NORMAL. AINDA MAIS A BIRRA, UMA MANIFESTAÇÃO AGUARDADA E NECESSÁRIA PARA O BOM DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE INFANTIL. AS BIRRAS FAZEM PARTE DOS PEQUENOS CONFLITOS E DAS CRISES PREVISÍVEIS NO CICLO VITAL DO SER HUMANO.


O maior perigo dessa interpretação organicista, rígida e engessada, além de criar bruxas onde elas não existem, é que, com certeza, algum laboratório vai inventar um medicamento para tratar um sinal normal e muito conhecido na pediatria. Assim o círculo se fecha: além de patologizar, vai se medicar perigosamente as crianças.


Se a birra é doença, chego a uma conclusão terrível. Há 40 anos cuido de crianças que, entre os 15 e os 36 meses aproximadamente, apresentam birras. Sendo assim, estariam todas doentes. Quanta bobagem! A birra se trata com uma postura adequada dos pais. Como muito seria um sintoma que, se persistir, seria por uma educação deficiente.
Estou ciente de que, quando um prédio em construção desaba, a responsabilidade por negligência é de um engenheiro em particular e não da engenharia – portanto, não devemos generalizar, não é a psiquiatria que estou criticando, e, sim, um grupo de psiquiatras tão irresponsável quanto o engenheiro mencionado. Um aviso aos participantes da nefasta teoria: cuidado, pode ser que alguém decida classificá-los como uma doença no próximo CID.
Retirado da Revista PAIS E FILHOS deste mês. 

5 comentários :

  1. Ana,
    Fico abismada com esse tipo de profissional que julga o que era normal como doença. Tudo que era natural agora deve ser tratado em clínicas ou em Processos judiciais...corrija seu filho com uma palmada e espere o julgamento. Não sou a favor de violência, mas corrigir uma criança (se necessário e no meu ponto de vista) não é violência.
    Minha geração foi criada assim, e a maioria que conheço são pessoas de bem. Agora birra ser doença...."Pelamooooordideus!!!!"
    Um bejim e brigadinha pelo alerta!

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  2. (Hello dolly!! =)...as letrinhas sumiram...rs)

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  3. Ana,
    Eu também não acredeitei no que eu li....
    Eu tenho filhos pequenos(11 e 7 anos), e as birras eram geralmente quando eles queriam que eu comprasse algo no shopping ou mercado.
    E as birras cessaram depois que comecei a dar mesada, assim, se eles quisessem comprar alguma coisa, era só usar a mesada.
    E claro, que como o dinheiro é deles, eles aprenderam a administrar, e parar de gastar com bobeiras.
    Aí, eu pergunto?
    cadê a birra?
    Sumiu!
    então, não tem nada haver com doença.
    Fala sério, né?
    Adorei o post
    beijos

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  4. Nossa é absurso isso.
    Mas sabe que o que é muito comum é mãe achar que filho é hiperativo quando na verdade não tem é limite, e acho que é até por isso que andam generalizando tanto a coisa.
    Toda criança faz birra e categorizar isso como doença é patético.
    Cada coisa né?
    Beijos

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  5. EU TAMBÉM DIGO PELO AMOR DE DEUS, SOU PSICOPEDAGOGA E TENHO DOIS FILHOS UMA MOÇA DE 20 ANOS E UM DE 17 ANOS, CUREI A BIRRA DA MAIS VELHA NUMA ÚNICA DOSE DE VARA VERDE, NADA DE AGRESSÃO FOI UMAS DUAS VARADAS NAS PERNINHAS E INCRÍVEL A (DOENÇA) KAKAKAKAAKAKAKA PASSOU ...GRAÇAS AO MEU AMOR DE MÃE EM DAR LIMITE NA HORA CERTA.
    FICO INDIGNADA PORQUE ESTES PSIQUIATRAS PODERIAM ENCONTRAR TERAPIAS EFICAZES CONTRA O USO DE DROGAS, VIOLÊNCIAS SEXUAIS E MORAIS DE POLÍTICOS SAFADOS ENTRE OUTRAS ABERRAÇÕES...FICA AQUI O DESABAFO, NÓS EDUCADORES E PAIS NÃO PODEMOS DEIXAR QUE ESSA MINORIA TRANSLOUCADA CLASSIFIQUE A BIRRA, JÁ NÃO SE PODE DAR PALMADA ONDE VAI PARAR ESTA GERAÇÃO????????????????????

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